Durante um pequeno jantar com amigos, uma personagem cega de 'E la nave va', filme de Fellini, revela por meio de uma singular forma de expressão, tudo o que ouve. Lherimia cita a presença das mais variadas cores que irrompem em sua alma e a ausência das mesmas também.
É tocante e singelo. Posso dizer, tenho semelhante sensação. Isto irrompe em minh'alma e o que não me toca com clareza, se desmancha, se desfaz aos poucos, se esfarela. O que me toca com clareza, fica, permanece. São cores e formas, matéria e imaginação.
A liberdade se conquista, e toda vez que eu sinto sua presença, nenhuma cor em especial me alcança. É preciso ir em sua busca. Expressar-se. Se a liberdade a chamasse, com uma voz doce Lherimia diria: "Todas as cores, todas as cores, todas as cores.."
As mais simples e sofisticadas formas de arte existem, e estão em todos os lugares. É simplesmente expressão. Mesmo que, para o bem de minha liberdade, por um certo tempo, isto traga algo repleto de infelicidade, sofrimento e aflição.
1 comentários:
cara eu queria de novo dar uma lida naquele anarquismo sem hífens do Karl Hess e vejo que você apagou a tradução... você ainda teria ela aí com você? senão eu mesmo vou ter que refaze-la, hehe...
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